Projeto Vozes é inscrito no Prêmio Innovare e reúne participantes das edições para apresentação da iniciativa

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Representantes das onze edições do Projeto Vozes participaram da reunião com o preposto do Prêmio Innovare (terno azul)
Crédito da foto: Secom JFAL

O Projeto Vozes: Narrativas Sociais e Diálogos com o Sistema de Justiça, desenvolvido pela Justiça Federal em Alagoas (JFAL), deu mais um importante passo em sua trajetória de fortalecimento de boas práticas institucionais. Inscrito no Prêmio Innovare, uma das mais relevantes iniciativas de reconhecimento da inovação no sistema de Justiça brasileiro, o projeto recebeu, na quinta-feira (25), a visita técnica do consultor indicado pela premiação. O encontro foi realizado no miniauditório da JFAL e reuniu representantes das edições já promovidas pelo Projeto Vozes.

A reunião teve como finalidade apresentar a metodologia da iniciativa, seus resultados concretos e os impactos produzidos junto aos diferentes grupos sociais participantes, além de permitir que os próprios protagonistas compartilhassem suas experiências e percepções sobre o projeto.

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Juiz federal Antônio José Araújo é o idealizador do Projeto
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Idealizador da iniciativa, o juiz federal Antônio José de Carvalho Araújo destacou que o Projeto Vozes representa uma mudança na forma de aproximação entre o Sistema de Justiça e grupos historicamente invisibilizados: “O Projeto Vozes possui um profundo alcance social porque permite que grupos historicamente invisibilizados sejam verdadeiramente ouvidos pelo sistema de Justiça. Essa escuta transforma não apenas a percepção das pessoas participantes, mas também a compreensão dos próprios julgadores, contribuindo para decisões mais humanas, sensíveis e conectadas com a realidade social”, afirma o magistrado.

Muito significativo

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Participantes das edições anteriores do projeto ressaltaram o impacto para os segmentos, a partir da iniciativa
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A representante das marisqueiras, Maria Fia, que participou da primeira edição do projeto, realizada em fevereiro de 2024, ressaltou a importância da iniciativa para o reconhecimento de grupos tradicionalmente excluídos dos espaços institucionais: “É muito significativo perceber esse olhar mais humano e acolhedor para todos os segmentos. Para nós, que participamos da primeira edição, é motivo de muita satisfação ver o Projeto Vozes alcançar esse reconhecimento”, destaca ela.

Também presente à reunião, a juíza federal Aline Soares Lucena Carnaúba destacou o impacto da experiência sobre a própria atividade jurisdicional. “A importância do Projeto Vozes foi ampliar o meu horizonte de compreensão sobre diferentes realidades sociais, contribuindo significativamente para o exercício da atividade jurisdicional”, afirma.

A participação no Prêmio Innovare representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade do Projeto Vozes, compartilhando uma experiência construída a partir da escuta, do diálogo e da valorização das narrativas sociais. A expectativa é que a iniciativa possa inspirar outras instituições do sistema de Justiça brasileiro na construção de práticas cada vez mais participativas, inclusivas e comprometidas com a promoção da cidadania e dos direitos humanos.

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Juíza federal Aline Carnaúba: "a importância do Projeto Vozes foi ampliar o meu horizonte de compreensão sobre diferentes realidades sociais"
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Participaram do encontro a professora Lígia Santos Ferreira, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Vanya Gatto, do Coletivo Mulheres Pretas, representantes da edição dedicada ao Mês da Consciência Negra; Maria Fia, representante das marisqueiras e pescadoras; Maynamy Xukuru-Kariri, representante dos povos indígenas; Argenes Jesus, representante da edição voltada aos migrantes e refugiados; Josimeire Sales, representante das pessoas com transtorno do espectro autista; Neila Sabino, representante das pessoas com síndrome de Down; representantes da população em situação de rua e dos trabalhadores por aplicativos, além da juíza federal Aline Soares Lucena Carnaúba, representando a magistratura, e da estudante Aline Melo, representando os universitários participantes do projeto por meio da extensão acadêmica. Cada participante apresentou sua avaliação sobre a iniciativa, destacando os impactos produzidos na aproximação entre o sistema de justiça e grupos historicamente invisibilizados.

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